A partir desta quarta-feira a Polícia Civil vai tentar identificar o motorista do carro que seguia logo atrás da caminhonete, uma L-200, conduzida por Diogo Teixeira Machado, que bateu num táxi e matou um dos passageiros na madrugada de domingo (10) no cruzamento da rua Bahia com a avenida Afonso Pena, centro de Campo Grande. Há a suspeita de o acidente ter sido provocado por um racha de trânsito.
O acidente foi registrado por uma câmera instalada dentro de uma casa comercial, a cerca de sete metros do acidente. Uma das linhas da investigação é descobrir se a caminhonete, que teria furado o sinal vermelho antes da colisão, estaria participando de uma racha com o veículo que cruzou a via em seguida.
O caso é apurado pelo delegado Wellington Oliveira, que ontem estava de folga e seu telefone estava desligado.
Policiais consultados pela reportagem, da Depac do Centro, que não autorizaram a publicação de seus nomes, disseram que o motorista do carro a ser identificado cometeu “no mínimo” um crime, no caso, omissão de socorro. Isto por nem parar o caso e deixar o local numa manobra proibida. Eles não afastaram também a possibilidade de o carro preto e a caminhonete estarem apostando corrida.
Pelo exibido nas imagens, o táxi atravessa uma via da Afonso Pena e, na segunda pista acontece o choque com a caminhonete. Na sequência, aparece um carro preto que, ao invés de seguir a Afonso Pena, faz o contorno pela Rua Bahia, que é preferencial. Ou seja, quem transita pela Afonso Pena sentido Shopping Campo Grande-Centro não poderia entrar na Bahia e retornou pela avenida como fez o carro.
No caso, o motorista, ao ver o acidente, entrou pela contramão. Mais um detalhe: o motorista do veículo, além de entrar na contra mão, pode ainda ter avançado a Bahia no sinal vermelho.
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