Por conta de atrasos nos repasses de recursos do governo federal, as obras de três postos de saúde de Campo Grande estão paradas. Moradores do Jardim das Perdizes e do Parati, onde estão duas unidades em construção, reclamam do abandono e temem que as obras abriguem o mosquito transmissor da dengue. No Zé Pereira a construção nem chegou a começar. Ao todo, são 12 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em execução em Campo Grande.
A UBSFs do Jardim das Perdizes já está com a estrutura bem adiantada, mas, segundo moradores, desde meados do ano passado, operários não voltaram mais ao local para trabalhar. O material de construção foi deixado nos fundos do prédio e pode ser foco do mosquito da dengue. “A gente não sabe também se tem água nessa laje, se não entra água da chuva e acumula em algum lugar dentro da obra. Está um perigo mesmo”, afirma o funileiro Valter Salentin, 40 anos.
Moradora da Rua Chaim Jorge, em frente ao posto em construção, Ramona Aparecida Chamorro, tem dois filhos pequenos, Ana Luiza, de 1 ano, e Pietro, 3. Ela diz estar muito preocupada com a possibilidade das crianças terem dengue. “A gente é cobrado, temos de deixar nossos quintais limpos sob pena de sermos multados. O Município deveria ter o mesmo cuidado com os terrenos, as obras públicas. Não adianta nada só a gente fazer a nossa parte”.
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