O imbróglio sobre o processo do despejo dos vereadores do prédio onde é a sede da Câmara Municipal de Campo Grande pode estar longe de acabar. Amanhã, às 14h, os três desembargadores voltam a se reunir para o julgamento. O resultado, com certeza levará uma das partes - prefeitura ou a empresa proprietária do imóvel Haddad Engenheiros Associados Ltda - a recorrer à instâncias superiores.
De acordo com o advogado André Borges Netto, que defende os interesses da empresa proprietária é ''praticamente 99% que haja uma solução no julgamento de amanhã". Mas ele diz que vai recorrer tanto ao Superior Tribunal de Justiça como ao Supremo Tribunal Federal em caso de decisão desfavorável ao cliente.
A prefeitura, por sua vez, também deverá adotar o mesmo procedimento em caso de derrota.
A votação está empatada e vem se arrastando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS). O relator do processo, desembargador Oswaldo Rodrigues de Melo, manteve a decisão da juíza da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos, Maria Izabel de Matos Rocha de despejar os vereadores.
O desembargador Rubens Bergonzi Bossay votou com o relator. Já o outro magistrado, Marco André Nogueira Hanson, que havia pedido vistas no julgamento do último dia 29 de janeiro, votou pela nulidade do processo.
Diante dessa situação, no dia 05 de fevereiro, foi Rubens Bergonzi Bossay decidiu pedir vistas do processo.