Cidades

reforma agrária

Donos de contas milionárias têm <br>CPF cancelado

Donos de contas milionárias têm <br>CPF cancelado

Redação

23/02/2013 - 11h15
Notícia sem imagem

Donos de contas milionárias e sem mexer num centavo da fortuna depositada, ainda assim, 12 pessoas que moram em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul (Incra-MS) tiveram os CPFs cancelados por não declararem o imposto de renda e virou sonegadora. A informação acima, da assessoria de imprensa do Incra-MS, expõe o quanto é complexo o modelo de distribuição de recurso para a construção de casas, compra de animais e manutenção de lavouras nos assentamentos.
Divina de Fátima Gonçalves, dona de um lote do Incra em Anhanduí, distrito de Campo Grande, puxa o fio da embaraçosa situação. Ela teve virou sonegadora mesmo com R$ 1 milhão na conta e sem fazer nenhum saque.De acordo com a assessoria do Incra, quando cria-se um assentamento é anunciado o valor do recurso que deve ser destinado a construção de casas, por exemplo. Esse dinheiro não cai na mão de todos os assentados.

Pela regra determinada pelo Incra, monta-se uma comissão formada por dois assentados que devem ser eleitos pelos vizinhos. Essas duas pessoas abrem, em seus nomes, contas bancárias e todo o dinheiro liberado para custear os programas da reforma agrária são nelas depositado. Exemplo: o Incra anuncia a liberação do recurso para a construção de casas no assentamento Itamarati, em Ponta Porã, fronteira com o Paraguai, assentamento habitado por 5,1 mil famílias, um dos maiores do país. O caso em questão envolveria em torno de R$ 102 milhões, considerando que cada unidade habitacional custe R$ 20 mil.

A bolada cai na conta dos dois assentados escolhidos para conduzir a comissão. De acordo com o Incra, que adota esse modelo como meio de apressar o envio do dinheiro, os correntistas não podem mexer no dinheiro e a direção do banco recebe o comunicado da restrição. Sacam o recurso os fornecedores, no caso a empreiteira que ergueu as casas, a loja que vendeu um trator ao assentamento, ou algum técnico agrícola que ofertou cursos aos moradores, segundo o Incra. Com a nota fiscal na mão, o prestador de serviço segue até a superintendência do Incra, pega a assinatura dos diretores, daí, sim, pode or até a boca do caixa do banco e tirar a sua parte. Enquanto o dinheiro fica parado na conta, ele vai para a poupança ou um fundo de investimento. Isto, fica rendendo.

Leia mais no jornal Correio do Estado

Expansão Comercial

Novo atacarejo tem previsão de ficar pronto em dezembro em Campo Grande

Empreendimento na Avenida Ministro João Arinos terá mais de 10 mil m² de área construída e previsão de gerar 200 empregos diretos e indiretos.

04/11/2026 19h26

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande.

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Atacadão)

Continue Lendo...

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).