Peças e peças de roupas e muito trabalho transformaram a filha mais velha de Lílian Margarida Romeiro em advogada e custeam a faculdade de Direito da caçula. E, em meio a essa história, há três capítulos de microcrédito. Esse foi o número de vezes que Lilian buscou financiamentos do Banco da Gente, instituição que permite empréstimos a partir de R$ 300 com juro máximo de 2% ao mês. Pouco a pouco, de financiamento a financiamento, Márcia transformou a cozinha da antiga casa da avó em uma lojinha de roupa na vila Olinda, na Capital. Também transformou-se em microempreendedora individual (MEI) e em uma profissional em seu negócio.
Lílian convive com as vendas desde sua infância, do outro lado da fronteira – ela é paraguaia. “Vender é coisa de família”. Na adolescência, veio para o Brasil, morou um tempo em Porto Murtinho e mudou-se para Campo Grande para se casar. Tinha 16 anos. Ajudava na renda de casa vendendo roupas. Até então, o negócio não era próprio. “Um dia, uma amiga me falou: para de vender pros outros, vende pra você’”.
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