O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, recebeu a denúncia contra o pecuarista Diogo Machado Teixeira, 36 anos. acusado de causar um acidente de trânsito na Capital que culminou com a morte de José Pedro Alves da Silva Júnior no último dia 11 de fevereiro e feriu outras duas pessoas.
O magistrado determinou que o réu seja citado para que no prazo de 10 dias apresente defesa preliminar. Depois disso, o juiz marcará a audiência de instrução e julgamento para ouvir as testemunhas de defesa e acusação.
Após esta fase, em casos desta natureza o juiz pode dar três decisões. A primeira delas é pronunciar o réu, que significa determinar que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Outra decisão pode ser a impronúncia do réu, quando não houver indícios suficientes de autoria, caso em que o processo é arquivado. A terceira hipótese é desclassificar o crime, que ocorre quando o juiz considera que houve outro crime que não seja o homicídio doloso.
Diogo Machado dirigia uma caminhonete L200 Triton na Avenida Afonso Pena, quando furou o sinal vermelho e colidiu com um táxi que trafegava na Rua Bahia. A ação praticada pelo motorista é conhecida como 'roleta russa'.
José Pedro, que estava no banco de trás, morreu no local. O taxista Sebastião Mendes da Rocha, 51, e o outro passageiro Ramon Rudney Tenório Souza e Silva, de 21 anos, estão internados em estado grave na Santa Casa.
Ramon e José Pedro são de Pernambuco e estavam na Capital trabalhando na construção do Shopping Bosque dos Ipês.
Segundo a denúncia, o acusado teria agido com dolo eventual pois assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e em velocidade incompatível com o tráfego local. Além disso, o denunciado teria praticado o crime mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois além de trafegar com veículo maior, foi indiferente ao sinal de pare, surpreendendo as vítimas que trafegavam corretamente um sua via.