A Polícia Federal começa nos próximos dias a intimar profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros que atuaram do pré-natal ao parto do bebê que morreu na maternidade do Hospital Universitário (HU), em Dourados, no ano passado. O objetivo é ajudar a esclarecer a morte. De acordo com a Polícia Federal, a versão desses profissionais será decisiva para a conclusão do inquérito que apura eventual negligência ou erro médico.
Conforme a PF, também já foram oficiados o HU e a Unidade Básica de Saúde do Bairro João Paulo II, a fim de levantar informações sobre o caso, ocorrido em abril de 2012. De acordo com a Polícia Federal, receituários, exames, prontuários e relatórios de depoimentos serão suficiente para esclarecer a morte do menino, dispensando a exumação, conforme análise do Instituto Nacional de Criminalistica em Brasília.
O delegado responsável pelo caso, José Antônio Simões de Oliveira Franco, explicou que se descartada a hipótese de exumação, provavelmente ela não traria as respostas acerca dos questionamentos do caso. “A análise documental poderá nos fornecer muitas provas”, destacou. O delegado ouviu os pais do bebê em abril do ano passado. O depoimento durou mais de três horas. O caso está sendo investigado em conjunto com o Ministério Público Federal.
Caso
A morte do bebê, filho de Valdecir Ferreira Sobrinho e Gislaine Ardigo, ocorreu no dia 17 de abril de 2011. Os pais suspeitam de negligência por parte do hospital. A esposa, gestante de 41 semanas, não teria condições de passar por um parto normal mas, segundo o pai, os médicos ignoraram os apelos.
Conforme Valdecir, durante o parto, a equipe médica notou que o cordão umbilical estava enrolado no pescoço do bebê, Diante disso, a equipe teria empurrado o bebê para dentro da barriga da mãe e realizado uma cesariana. A criança morreu e a mãe ficou com vários hematomas no abdômen.
A Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avem-MS), revelou que há suspeitas de que ao empurrar a criança para dentro do ventre da mãe o pescoço do bebê quebrou. No ano passado, pais e familiares de vítimas de erros médicos, saíram as ruas de Dourados pedindo providências.