Foi finalizado por volta das 22h30 o segundo dia do julgamento do goleiro Bruno Fernandes que acontece desde segunda-feira no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O dia foi marcado pelos depoimentos da irmã de Sérgio Rosa Sales e prima do atleta, Célia Aparecida Rosa Sales, e da ré Dayanne Rodrigues.
Célia, parente próxima de Bruno, foi ouvida na primeira parte do dia. A mulher falou por três horas e tentou tirar o goleiro da cena do crime. Ela afirmou que o relacionamento de Dayanne e do goleiro com Eliza era bom e que não viu, em nenhum momento, algum ferimento na ex-modelo. Porém, a testemunha arrolada pela defesa não foi uma boa estratégia, segundo o assistente da acusação José Arteiro, pois, para ele, "a mulher entregou todos".
Após este depoimento, a magistrada determinou uma pausa de uma hora para almoço. No retorno, foi exibido por mais de duas horas conteúdo audiovisual, com reportagens e entrevistas de pessoas envolvidas no caso.
Às 18h37, iniciou-se o momento mais importante do dia. Dayanne sentou no banco dos réus e deu sua versão detalhada dos acontecimentos. Dentre as várias informações passadas, a ex-mulher do goleiro contou que encontrou com Eliza no sítio e conversou com a modelo. Ela negou os crimes pelos quais é acusada – sequestro e cárcere privado de Bruno Samudio, filho de Eliza e Bruno – e disse que o atleta pediu para ela e as filhas saírem do sítio para a proteção da família.
A sessão será retomada às 13h de quarta-feira. O dia é considerado o mais importante do julgamento, já que Bruno falará no tribunal.