Entulhos de lixo são alvos de reclamações dos moradores do Bairro Mata do Jacinto, na Capital. Na Avenida Idalina Dittmar tem mato, podas de árvores, tijolos, lixo domiciliar e até restos de móveis desde o ano passado. As pilhas de lixo disputam espaço com os veículos que trafegam pela via. “É um estado degradante” descreve Nilson Dutra Rocha, morador do Mata do Jacinto há quase 30 anos.
De acordo com a população, o lixo está acumulando desde novembro do ano passado, logo depois das eleições municipais. A educadora Realdina Ribeiro da Silva Oliveira mora no bairro há mais de 20 anos e diz nunca ter visto algo parecido. “Parece que o bairro está abandonado”, comenta. O medo da epidemia de dengue e o aparecimento de insetos preocupam. “Meu filho pegou dengue e o número de moscas e pernilongos só aumenta”, relata Realdina.
Os moradores consideraram fazer uma “vaquinha” e contratar uma empresa privada para fazer a limpeza. Mas desistiram, por acreditar que esse seria o papel da Prefeitura. “A gente cuida do nosso quintal, mas na frente de casa está esse absurdo. É injusto”, argumenta a moradora, apesar de admitir que a população também é responsável pelo transtorno. “Já vi vizinhos jogando lixo. As pessoas precisam criar consciência”.
Solurb e prefeitura
O Consórcio Solurb, responsável pelo lixo de Campo Grande, alega que a limpeza de resíduos como podas de árvores e móveis abandonados não fazem parte do contrato com a prefeitura. “Esse não é lixo domiciliar, então não é nossa responsabilidade”, explicou Bruno Velloso, da Solurb. “Mas iremos verificar se essa é a situação do bairro”, diz Velloso.
A Solurb agendaria as limpezas de acordo com notificações da Prefeitura.