O Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi), em Campo Grande, está com dificuldades financeiras e sem veículo para recolher as pessoas que necessitam de abrigo no local, conforme o novo coordenador Ricardo Jeferson Rouza Roa . A Kombi está com problemas, o local não mais tem guardas municipais e o quadro de funcinários precisava dobrar. Não há revista dos migrantes e todos se revezam na limpeza do espaço.
São sete trabalhadores no Cetremi, pois alguns saíram na atual gestão municipal e os cargos não foram repostos. Ontem, 29 migrantes estavam no local. “[O problema é que] querem ficar aqui, pois criam vínculo com a população de rua”, explicou Roa.
Outra questão é que as passagens rodoviárias demoram, pelo menos, 15 dias para serem compradas pela Prefeitura de Campo Grande, o que aumenta a despesa dos que permanecem no Centro. Morador de Marília (SP), Elian Marcelino dos Santos, 30 anos, estava em Dourados morando com mendigos. Ex-dependente químico, Santos quer agora voltar para casa, onde tem mulher e filhos. “Faço qualquer serviço geral”, respondeu, relutante em conseguir emprego.
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