Pacientes ficaram revoltados ontem com demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento Médico (UPA) do Bairro Coronel Antonino, na região norte de Campo Grande. A espera ultrapassou 7 horas e os pacientes apelaram para um abaixo-assinado, que será encaminhado ao Ministério Público Estadual, na esperança de que os problemas não voltem a se repetir.
Até o início da noite, cerca de 30 pessoas já haviam assinado o documento, intitulado “Ação comunitária contra a má administração”. A expectativa era recolher 200 assinaturas e protocolá-lo no MPE. Ontem, durante a troca de plantão às 19 horas, a unidade de saúde estava lotada, pois muitos pacientes aguardavam desde o meio-dia.
É o caso de Shirada Evangelista de Souza, que estava grávida e com suspeita de dengue. Ela conta que chegou a haver um princípio de tumulto no posto, pois muitas pessoas estavam reclamando. Um guarda municipal teria dito que quem não quisesse ficar em fila deveria pagar por um convênio. “Isso irritou a todos que estavam bastante incomodados com a demora”, disse.
Outra paciente revoltada com a demora era Cláudia Bezerra, 42 anos. Ela também chegou ao posto ao meio-dia, passou pela triagem mas até as 18h30min não tinha sido atendida. Ela estava com problema no joelho. “O prefeito (Alcides Bernal) se dispôs a administrar a cidade, então que ele esqueça o passado e cuide da saúde da população. Só isso que queremos”, disse Cláudia, que também fez questão de assinar o documento para reclamar do péssimo atendimento.
Leia mais no jornal Correio do Estado