O caos na saúde continua. Não há médicos para atender a população e nos casos de demanda em excesso de pacientes, a demora ultrapassa as cinco horas. Ontem à tarde, sem explicações, médicos que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, em Campo Grande, pararam de atender quem chegou a partir do meio-dia e no Centro 24 horas do Guanandy, a unidade móvel da prefeitura teve que ser acionada porque apenas um médico atendia e não dava conta da demanda.
A pizzaiola Queila Pinheiros dos Santos, 32 anos foi com o filho até a UPA do Universitário e teve uma surpresa ao saber que o jovem não iria ser atendido. “Cheguei e já falaram que iam atender só emergência e não iam mais chamar ninguém”, reclamou. Ela disse que quando os funcionários do posto disseram que não haveria mais atendimento, muitas pessoas foram embora. “Isso aqui tava lotado. Teve gente que sai daqui xingando”, contou.
Quem também saiu da UPA do Universitário sem saber o que fazer foi a operadora de caixa Daiane da Silva Pinheiro, 21 anos e mãe de um bebezinho de um mês de idade. Ela procurava um pediatra para atender o filho ontem à tarde, mas saiu de lá sem nada. “Não tem médico e disseram que o único pediatra é no posto do Coronel Antonino. Como que vou sair daqui pra ir lá?”, questionou.
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