Enquanto a população da cidade de Sidrolândia cresce num ritmo galopante, um dos distritos do município, o cinquentenário Quebra-Côco, no centro-norte de Mato Grosso do Sul, corre o risco de sumir do mapa.
De cinco anos para cá o distrito sofre um esvaziamento populacional motivado pela crise econômica vivida pela única fonte de emprego, a Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool.
Endividada, a usina ingressou com pedido de recuperação judicial, prometeu não fechar as portas, no entanto, os seguidos atrasos salariais de 2008 para cá reduziram pela metade a população, de 4 mil habitantes nos anos 2000, para 1,9 mil habitantes, segundo dados do último censo do IBGE, apurado em 2010.
Tido como “bons anos”, entre 1990 e 2000, a usina contratava em torno de mil empregados, hoje, cerca de 300, segundo estimativa dos moradores.
Em 2008, por exemplo, estavam matriculados 880 alunos na Escola Estadual Vespasiano Martins, já neste ano os estudantes somam 340, informou o diretor do colégio, Gerson Lima Furtado, há 26 anos morador do distrito.