Sem medicamentos nos postos de saúde, pacientes que já enfrentam horas para serem atendidos, também precisam comprar os remédios que poderiam ser entregues de graça nas unidades de saúde. O Correio do Estado mostrou ontem que a prefeitura confirmou a falta de 313 diferentes remédios, cuja previsão de chegada é na próxima semana. Assim, a população tem de recorrer às farmácias e pagar por medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o jovem Alessandro Leite de Matos, 23 anos, o drama não é novidade. Há cerca de 20 dias, o pai dele sofreu um acidente de moto e de três remédios que foram receitados, apenas um pôde ser entregue no posto de saúde. “Sei que um dos que meu pai teve que comprar foi morfina, o outro não lembro. Mas ele gastou R$ 93 pra isso”, afirmou.
Alessandro lembrou, no entanto, que ele mesmo já passou por isso no ano passado. Em um acidente de moto em que ele foi a vítima, teve de comprar o medicamento receitado numa farmácia. “Não tinha no posto, tava em falta. Isso foi em novembro e dezembro”. O jovem esperava o irmão em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Guanandy ontem à tarde. Lá, os pacientes estavam sendo atendidos por médicos da equipe móvel da prefeitura.
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