Na tarde de hoje (10), policiais civis queimaram um caixão em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS), como forma de protesto. Eles pedem reajuste salarial de 25%.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS), Alexandre Barbosa da Silva, o gesto simboliza “o governo massacrando a Polícia Civil com baixos salários”. Segundo ele, se o aumento não for proposto até o dia 2 de maio, a intenção é paralisar os serviços.
“Somos o 25º salário do Brasil entre as forças civis e somos uns dos mais eficientes no ranking do País”, justificou.
Além do reajuste, os policiais também pedem o fim da promoção interna por merecimento. Segundo o presidente do Sinpol/MS, querem que a promoção seja dada com base na produtividade.
O Governo do Estado divulgou, com relação à manifestação, a seguinte nota:
O Governo do Estado recebeu com estranheza a manifestação promovida na tarde desta quarta-feira (10) pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul – Sinpol, em função de as negociações salariais estarem abertas e nunca terem sido suspensas.
Informa, ainda, que o Sinpol enviou na data de ontem (terça-feira, 9) pedido de audiência com o governador André Puccinelli, ainda que fosse de conhecimento público que o governador está em viagem ao exterior. A resposta ao ofício foi dada à entidade já na manhã de hoje com a informação de que tal audiência poderá acontecer no retorno do chefe do Executivo.
Como as negociações para revisão salarial continuam abertas, para esta e as outras categorias de servidores, o Governo do Estado acredita que haverá entendimento. Reafirma também sua disposição em garantir a recuperação do poder de compra dos salários, dentro das possibilidades do Estado, e para que o pagamento continue sendo efetuado sempre no 1º dia útil do mês.
* Matéria editada às 18h30mi para acréscimo de informações