Indígenas de Douradina se defendem da acusação sobre a morte do produtor e policial militar aposentado, Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos. Ele foi morto a golpes de facão e flechadas no final da tarde de sexta-feira (12), durante conflito com indígenas, que já vinha se arrastando há tempos e culminou com um índio ferido e o produtor morto.
Na manhã de hoje (15), em entrevista ao Bom Dia MS, indígenas disseram que o produtor chegou atirando. Eles acusam a vítima de ter invadido a aldeia e atirado pelo menos seis vezes.
Caso
Arnaldo era dono de um sítio que faz divisa com a aldeia e, de acordo com delegado Marcelo Batistela, os indígenas cortavam com frequência as cercas da propriedade, fazendo com que o gado escapasse. A polícia apurou que esta situação aconteu diversas vezes e que a vítima tentava dialogar com os indígenas, mas sem sucesso.
No início da semana houve sério desentendimento e na tarde de sexta-feira, o conflito foi desencadeado. Segundo Batistela, o PM foi capturado e ficou refém por quase duas horas, sofrendo agressões neste período. Um indígena de 51 anos também acabou ferido. Os dois foram levados ao Hospital da Vida, onde Ferreira morreu antes mesmo de receber atendimento médico.
Após receber os primeiros socorros, o indígena foi detido acusado de homicídio, entretanto, alega que não participou das agressões e que apanhou dos companheiros da comunidade ao tentar defender o produtor. O delegado afirma que não são descartadas prisões de outras pessoas.