O delegado de Douradina, Marcelo Batistela Damasceno, responsável pelas investigações da morte do policial aposentado e produtor rural Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos, que ocorreu na sexta-feira passada (12) revelou que o conflito entre vítima e indígenas se arrasta desde 2010.
De acordo com os boletins de ocorrências registrados na delegacia daquele município, um furto na propriedade de Arnaldo ocasionou as primeiras desavenças, há três anos.
Já em 2012, conforme outros documentos, ocorreram mais furtos, além de uma ameaça e lesão corporal por parte dos indígenas, resultando no assassinato do produtor no dia 12 de abril.
Na manhã de ontem (16), seis suspeitos de participar do ataque contra a vítima foram ouvidos na 1ª Delegacia de Dourados e quatro devem ser indiciados, junto com João da Silva, preso desde o dia do crime.
Conforme o delegado, os depoimentos dos indígenas são contraditórios e, de acordo com informações da perícia, as agressões contra Arnaldo foram feitas com objetos cortantes do tipo facão e foice, além de pauladas.
Para o advogado dos suspeitos, Luiz Henrique Eloy, o conflito aconteceu porque o policial aposentado teria entrado no acampamento atirando e os indígenas foram desarmá-lo.