Um tribunal egípcio concedeu hoje liberdade provisória ao ex-presidente Hosni Mubarak, 84, em um julgamento por corrupção, mas ele permanecerá preso devido a outras acusações.
Nesta semana, um juiz ordenou a soltura de Mubarak sob fiança, com um outro julgamento por suposta cumplicidade no assassinato de manifestantes durante a revolta de 2011 que resultou em sua queda, mas autoridades judiciais afirmaram que ele permanecerá preso na detenção, sob acusações de corrupção.
Na decisão de hoje, a Corte Penal resolveu libertar Mubarak por ação de suspeita de enriquecimento ilícito. A audiência durou cinco horas e nela estiveram presentes o ex-presidente e seus dois filhos, Alaa e Gamal.
Em entrevista ao site do jornal "Al-Ahram", o diretor do departamento de Enriquecimento Ilícito do Ministério da Justiça, Yehia Galal, garantiu que vai recorrer.
Além disso, Galal confirmou que Mubarak não sairá da prisão porque segue em prisão preventiva. O ex-presidente responde processo junto com a esposa e seus filhos, por apropriação ilegal de fundos públicos reservados para as despesas do palácio presidencial.
Além disso, o ex-presidente cumpre prisão preventiva por uma ação em que é acusado de cobrar propina do "Al-Ahram", para fazer propaganda do jornal enquanto estava no poder.
Em entrevista à agência de notícias estatal Mena, uma fonte não-identificada, da Procuradoria Geral, anunciou que o Ministério Público vai apelar da resolução do tribunal, com o objetivo de anular a ordem, para que Mubarak siga preso cautelarmente também por esse caso.