A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens do ex-superintendente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em São Paulo Raimundo Pires Silva e do presidente da Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços dos Assentados de Reforma Agrária de Iaras e Região, Miguel da Luz Serpa. As informações são da Agência Brasil.
Eles são investigados por irregularidades na comercialização de madeira. O Ministério Público Federal apontou suspeitas de desvios e má aplicação de recursos públicos na execução de um convênio firmado entre o Incra e a cooperativa para benfeitorias no Projeto de Assentamento Fazenda Maracy, em Agudos (SP).
De acordo com a denúncia, o Incra teria autorizado Serpa, que é uma liderança do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na região de Iaras, a promover o desmatamento de eucaliptos no terreno.
A extração e a venda da madeira foram formalizadas entre o Incra e a cooperativa e o dinheiro obtido deveria ser aplicado na infraestrutura do assentamento.
Mas, segundo o Ministério Público, o dinheiro "praticamente desapareceu". Pelo convênio assinado entre as duas entidades, a venda de eucalipto deveria gerar cerca de R$ 5,45 milhões. Porém, a venda da madeira resultou em valor muito inferior ao praticado no mercado.
Também houve, de acordo com a Procuradoria, fraude na emissão de notas fiscais e incorreção e insuficiência da aplicação dos valores arrecadados.