Subiu para 610 o número de vítimas do desabamento de um prédio em Savar, em Bangladesh, em 24 de abril. Segundo o governo local, 38 corpos foram retirados hoje (05) dos escombros da construção, que abrigava cinco confecções.
As equipes de resgate afirmam não saber quantas pessoas continuam desaparecidas nos escombros do prédio e que o número de mortos ainda deve aumentar. As autoridades dizem que cerca de 3.100 pessoas estavam no local no momento do acidente, e que 2.437 ficaram feridas.
Hoje, familiares das vítimas foram ao local do desabamento com fotos para tentar encontrar o corpo de alguns dos operários das fábricas. O trabalho de identificação foi dificultado pelo estado de decomposição, há 12 dias soterrados.
As autoridades tentam confirmar as identidades das vítimas por documentos e telefones celulares. No entanto, centenas de pessoas já foram enterradas como indigentes por causa da falta de espaço para guardar os restos mortais das vítimas.
Mais cedo, o advogado de defesa do marido de uma das vítimas das fábricas entrou com uma denúncia ao Ministério Público por homicídio doloso contra o dono do prédio, Mohammed Shoel Rana, que, segundo a polícia, permitiu que os funcionários continuassem a trabalhar mesmo após pedido de esvaziamento.
Caso a Justiça aceite a acusação, ele poderá ser condenado à pena de morte, desejo da maioria dos parentes das vítimas que, nos últimos dias, protestaram contra as más condições de trabalho nas fábricas do país, que produzem roupas especialmente para Europa e Estados Unidos.