Cidades

Estados Unidos

Vizinho ouve gritos e resgata mulheres sequestradas há 10 anos

Vizinho ouve gritos e resgata mulheres sequestradas há 10 anos

Redação

07/05/2013 - 10h43
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As mulheres que estavam sequestradas havia dez anos em uma casa de Cleveland, nos Estados Unidos, foram resgatadas após um vizinho ouvir os gritos por socorro de uma delas, Amanda Berry. Charles Ramsey afirma que estava comendo quando ouviu os gritos das reféns.

Ramsey abriu a porta da casa onde estavam Amanda, 27, Georgina DeJesus, 23, e Michelle Knight, 32, que ficaram em cativeiro por mais de dez anos. As três foram sequestradas entre 2002 e 2004 por três homens que, de acordo com a polícia, têm cerca de 50 anos e são latinos.

As mulheres foram encaminhadas a um hospital, onde passaram a noite para se recuperar de sintomas de desnutrição e fazer exames de corpo de delito para verificar suspeitas de abusos sexuais. Elas foram liberadas na manhã de hoje (07) e levadas para as casas de suas famílias.

Em entrevista à emissora WEWS, Charles Ramsey, que era vizinho da casa que servia de cativeiro para as garotas, disse ter ouvido gritos enquanto comia, no início da tarde da ontem. Ele olhou para fora e viu uma mulher tentando pedir ajuda.

"Eu olhei uma menina se retorcendo para tentar sair da casa. Eu andei até o portal de entrada da casa e ela me disse: "Me ajuda a sair daqui, estou nessa casa há muito tempo", disse o vizinho, que se comunicava com Amanda.

Achando que era uma briga doméstica, ele arrombou a porta e Berry saiu com uma criança nas mãos. "Liga para a polícia, meu nome é Amanda Berry", disse a refém que, em seguida, conseguiu fazer a denúncia do sequestro.

Ao chegar a polícia, Amanda disse que havia mais mulheres dentro do cativeiro. Os agentes entraram na casa e retiraram Georgina DeJesus e Michelle Knight. Angela Garcia, vizinha do cativeiro, disse que elas gritavam como loucas quando saíram da casa. "Elas pareciam desesperadas, gritavam, choravam e corriam."

Ramsey afirmou que as mulheres pareciam desnutridas quando saíram da casa. Questionado sobre os homens presos que eram seus vizinhos, ele disse que nunca tinham despertado suspeitas. "Eles não tinham nada de especial."

Suspeitos
A polícia diz que um dos suspeitos preso, Ariel Castro, já havia sido ouvido pela polícia, mas em um caso sem qualquer relação com o sequestro.

Em 2004, quando era motorista de ônibus escolar, ele foi acusado de deixar um menino sozinho dentro do veículo. Na época, Ariel disse que não tinha percebido que a criança ainda estava no ônibus.

Os agentes confirmaram que o suspeito usava como endereço em documentos a casa usada como cativeiro. Os outros dois acusados moravam em outros lugares. Nenhum deles está na lista de casas buscadas pela polícia nos últimos dez anos suspeitas de ser o local de cativeiro das meninas. 

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