A empresa do médico oncologista Adalberto Siufi, a Neorad, vai continuar prestando serviço de radioterapia aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebendo para isso. Siufi é investigado pela Polícia Federal como envolvido em um esquema de monopólio e privatização dos serviços de radioterapia em Campo Grande. Ele, ao mesmo tempo que era o diretor presidente do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, também é sócio-proprietário da empresa Neorad.
Ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não existe impedimento legal em que tratamentos e pacientes do SUS sejam dispensados em empresas privadas ou filantrópicas. “É importante a gente saber que ter parceria com hospitais privados e filantrópicos pode ser fundamental para expandir o tratamento ao câncer. O erro não é ter parcerias, o erro é nessas parcerias ter qualquer tipo de irregularidade”, sustentou.
Município
Para o secretário municipal de saúde, Ivandro Corrêa Fonseca, a tendência é de que a Neorad deixe de prestar serviço para o SUS, mas para que isso ocorra, é preciso haver um direcionamento que será definido somente após a finalização dos trabalhos da força-tarefa. “O objetivo é ampliar os serviços de oncologia no município, fazendo aquisição de mais um equipamento e ampliando a equipe técnica aqui para o Hospital do Câncer, até mesmo implantar o terceiro turno. Esse é o nosso grande objetivo, até termos condições, de maneira responsável, fazermos a rescisão do contrato com a Neorad”.
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