Cinco meses depois da Viação Serrana deixar de operar na Capital, mais de 250 ex-funcionários da empresa ainda não receberam o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Eles entraram com ações judiciais individuais e alguns já tiveram sentenças favoráveis, mas a Justiça aguarda a venda dos ônibus penhorados para pagar os trabalhadores.
A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCUCG), Demétrio de Freitas.
O sindicato da categoria estima que a dívida já se aproxima de R$ 5 milhões. Ao todo, o presidente do sindicato afirma que foram ajuizadas cerca de 260 ações. Mas, por enquanto, nenhum ex-trabalhador da Viação Serrana recebeu.
Antes de todos os funcionários serem demitidos, em novembro, o sindicato da categoria conseguiu liminar que permitiu a penhora dos ônibus da empresa. A princípio, conforme Freitas, foram penhorados 35 ônibus. Depois, por força de uma nova decisão judicial, mais 10 veículos foram penhorados para garantir o pagamento dos funcionários.
Diretor-jurídico do sindicato dos trabalhadores, Carlos de Abreu afirma que, desde que os ônibus foram colocados à venda, algumas propostas já foram feitas, mas nenhuma se aproximava do valor pedido pela Viação Serrana. Para não atrasar ainda mais os pagamentos, a Justiça determinou a venda direta dos ônibus e dispensou a realização de um leilão.
A Viação Serrana pertencia ao grupo de empresas que detinha a concessão do transporte coletivo da Capital e deixou de operar no dia 13 de dezembro, quando assumiu o Consórcio Guaicurus, que inclusive recontratou cerca de 200 funcionários da Serrana.