Policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul iniciaram aquartelamento às 8h de hoje (21), em protesto por 25% de reajuste salarial. Eles rejeitaram o aumento de 7% oferecido pelo Governo Estadual.
Nesta manhã, os militares fardados e os policiais civis vestidos de preto foram até a Assembleia Legislativa. A sessão fui suspensa há pouco e agora eles estão reunidos com os deputados para discutir o reajuste.
Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros, Edmar dos Santos Soares, a expectativa é de que 100% dos praças confirmem adesão ao aquartelamento ainda hoje.
“Os oficiais, que não aderiram ao aquartelamento suprem os 30% do efetivo que precisam se manter trabalhando. Eles ganham bem, então que peguem as viaturas e vão para as ruas e que atendam as ocorrências porque se não atenderem a sociedade, aí é omissão”, ressaltou o presidente.
Edmar disse ainda que a categoria conversará com o deputado Jerson Domingos porque precisa de apoio, uma vez que o governador do Estado, André Puccinelli, está irredutível em aumentar a proposta de reajuste.
Após visita na Assembleia, os militares que estão previamente escalados e que deveriam trabalhar nesta terça-feira seguem para os quartéis. Já o presidente visitará as unidades porque, segundo ele, os praças estão sendo coagidos em alguns quartéis.
Por norma, os militares não podem fazer greve, porém, não podem ser impedidos de ficar dentro dos quartéis sem sair para as ruas. Protesto assim ocorreu em 2000, há 13 anos. Aquartelamento foi decidido em assembleia realizada na tarde de ontem (20).
Atualizada às 10h42min para acréscimo de informação