Por determinação do Ministério da Justiça, o corpo do indígena da etnia Terena, Oziel Gabriel, 35 anos, morto com tiro no abdômen, ontem, em conflito com policiais durante reintegração de posse, na fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), não será mais levado a Brasília, para passar por uma nova necrópsia. Três peritos da Capital Federal vêm a Campo Grande para realizar o procedimento, que determinará as circunstâncias da morte do Terena.
O velório está sendo realizado nesta tarde, Aldeia Córrego do Meio. O sepultamento, que ocorreria hoje, foi adiado até a liberação do corpo pelos peritos.
Ontem, o corpo seguiu do hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa direto para a Pax Bom Jesus, sem passar pelo IML (Instituto Médico Legal). A plantonista do IML não estava na cidade e viajou com a chave do local para a cidade turista de Bonito. Então, dois médicos-legistas foram a Pax Bom Jesus.
O laudo assinado pelo médico-legista Walney W. Pereira aponta que o óbito foi por choque hipovolêmico decorrente de ferimento por arma de fogo. Conforme o laudo do legista, ele foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas.
*Editada às 18h30min para atualização de informações