Alguém que olha em direção ao céu e vê uma aeronave de caça A-29 Supertucano da Força Aérea Brasileira (FAB) em deslocamento dificilmente imagina que ela possa estar em missão de defesa do espaço aéreo. Mas, tarefas dessa natureza são realizadas diariamente, em todo o País, inclusive em Mato Grosso do Sul, que tem os seus limites fronteiriços com a Bolívia e o Paraguai, grandes produtores e exportadores de drogas – cocaína e maconha.
“Diariamente decolamos nossas aeronaves para averiguação de voos tidos como ilícitos, inclusive nessa região”, disse o responsável pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), major brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, que recentemente esteve na Base Aérea de Campo Grande para a coordenação da Operação Paraguai/Brasil (Parbra III).
Apesar de o assunto ser tratado com bastante reserva pela FAB, o comandante do Comdabra revela que a incidência de voos clandestinos ainda é bastante elevada. “Não disponho de números para fornecer, mas posso dizer que a incidência de casos é altíssima”.
O oficial, lembra, porém, que nem todos os deslocamentos irregulares detectados pelo sistema de radares de controle e defesa são necessariamente criminosos.
Ele observa que muitos episódios referem-se também a pilotos que inadvertidamente decolam de fazendas e aeródromos sem plano de voo ou de registro. Mas, também há ocorrências de aeronaves a serviço do tráfico. Independentemente do objetivo dos voos irregulares, a sua presença nos ares é motivo para ativar a defesa do espaço aéreo.
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