Produtores rurais, índios, famílias sem terra e quilombolas, promovem protestos hoje em trechos da Avenida Afonso Pena, principal via do centro de Campo Grande. Fazendeiros e índios vivem em conflito com os produtores desde o início de 2000 por disputa de terra.
Semana passada um índio terena morreu baleado durante operação das polícias militar e federal que cumpriam mandado de reintegração de posse.
O ato dos fazendeiros, que acontece nos altos da Avenida Afonso Pena, deve juntar 400 pessoas e está marcado para as 7h30 minutos.
Já o manifesto dos índios, que acamparam ontem no pátio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, deve reunir 500 pessoas entre 9h e 10h na praça do Rádio, também na Afonso Pena. O grupo marchou 60 km para participar de protesto contra a falta de estrutura e recursos para a reforma agrária e demarcações de terras indígenas e quilombolas.
“Queremos a reintegração imediata da posse das áreas invadidas”, disse o presidente do Movimento Nacional dos Produtores, Oliveira Coelho, um dos líderes dos produtores, que vão usar cavalos na passeata.