A manhã de hoje (7) foi marcada por dois protestos em Campo Grande. Oitocentas pessoas saíram às 7h30min da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde estavam acampados desde ontem e se encontraram com outros duzentos manifestantes, que já estavam na praça do Rádio Clube. Eles reivindicaram agilidade da Reforma Agrária e criticaram a demora na remarcação de terras indígenas e quilombolas.
Duzentos indígenas de várias etnias e aldeias participaram do movimento, que destacou a violência no campo, e lembrou a morte do terena Oziel Gabriel, de 35 anos, no dia 30 de maio. Ele foi baleado durante a reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia. O manifesto contou diretamente com participação de 18 movimentos sociais, bem como lideranças indígenas, quilombolas, camponeses, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), Comissão Pastoral da Terra (CPT). Após a mobilização, os participantes voltaram para os seus respectivo assentamentos, acampamentos e aldeias. A Marcha teve início na segunda-feira, com cerca de 400 pessoas que partiram do distrito de Anhanduí, distante 60 km da Capital.
Os produtores rurais marcharam pelo canto esquerdo da Afonso Pena, liberando a outra pista para o tráfego de veículos. A mobilização foi organizada pelo Movimento Nacional de Produtores (MNP) e contou com presença de representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). Cerca de 400 produtores rurais saíram do alto da Avenida e foram em marcha até a igreja do Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro, que fica na outra extremidade da avenida. Para evitar confusão, o trajeto foi desviado nas proximidades da Praça do Rádio Clube, onde acontecia o protesto da Marcha dos Povos da Terra – Jornada de Luta Unitária. Dezessete produtores montados a cavalo foram na frente “puxando” a marcha, que contou ainda com carro de som. Dezenas de produtores seguiam atrás em suas caminhonetes.