Espera, demora, falta de medicamentos e atenção. Pacientes da rede pública de saúde reclamam que aguardam até um ano para conseguir marcar uma consulta ou um exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande. Sejam pacientes de outras cidades do Estado, sejam da Capital, a reclamação é a mesma. Em frente ao Centro de Especialidades Médicas (CEM), todos os dias, dezenas de pessoas se aglomeram e têm histórias para contar.
A dona de casa Maria Rita do Nascimento, 33 anos, acompanhava o marido Jairson Pereira, 42, em uma consulta com um proctologista no dia 3 de junho. Eles são de Bodoquena e Jairson recebeu o primeiro encaminhamento para o especialista em Campo Grande em 15 de fevereiro do ano passado. “A gente cobrava e eles diziam que não tinha vaga”, afirmou Maria Rita ao comentar sobre a insistência junto à Secretaria de Saúde daquele município para que a consulta fosse marcada.
Jairson, que é peão de fazenda, teve que parar de trabalhar, porque não suportava mais as dores causadas pela hemorróida e suportou toda essa espera, que durou um ano e quatro meses. “Desde o ano passado eu sofro, parei de trabalhar em janeiro agora porque não aguentava mais”, contou.
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