A Santa Casa de Campo Grande, que deveria custodiar apenas pessoas com problemas de saúde, tornou-se hotel improvisado, por tempo indeterminado. Desde que recebeu alta hospitalar, há quase um mês, o jovem de 21 anos que ficou conhecido como “Maníaco da Cruz” tem status de hóspede no hospital. Foi este o termo utilizado pelo diretor técnico Luiz Alberto Kanamura, para falar sobre a situação do rapaz. O rapaz, que ocupa três leitos que seriam destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), representa um custo mensal de R$ 45 mil para o hospital.
O jovem, assassino confesso de três pessoas em Rio Brilhante no ano de 2008, cumpriu medida socioeducativa em Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã e deveria ter sido libertado no ano passado. No entanto, laudo médico apontou esquizofrenia à época e sua internação foi mantida, mesmo de forma irregular, pois o Poder Judiciário determinou que o Estado deveria conseguir clínica para tratamento. Ele fugiu em março deste ano e foi recapturado no Paraguai pouco mais de um mês depois.
Depois de passar pelas delegacias de Ponta Porã e Campo Grande, o maníaco foi encaminhado para uma ala da enfermaria da Santa Casa, onde está desde o dia 3 do mês passado, quando a Justiça determinou que ele fosse submetido a uma série de exames psiquiátricos.
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