Cidades

Universidade de SP

Promotor que desejou morte de manifestantes é demitido

Promotor que desejou morte de manifestantes é demitido

Redação

13/06/2013 - 15h36
Notícia sem imagem

O promotor de Justiça Rogério Zagallo, da 5ª Vara do Júri do Estado de São Paulo, foi demitido da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde dava aulas. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição de ensino, o desligamento não tem relação com os comentários feitos pelo promotor no Facebook contra os manifestantes que participavam do protesto pela redução da tarifa do transporte urbano na noite da última sexta-feira. "A saída do professor Rogério Zagallo já estava acertada antes desse episódio em função de ajustes no curso que ele ministrava aulas. É uma infeliz coincidência e não há relação com o fato mencionado", explicou a assessoria.

O processo de readequação de professores e aulas é considerado rotineiro pela instituição. Na rede social, o promotor publicou que arquivaria o processo caso a Tropa de Choque da Polícia Militar matasse os integrantes do protesto. Zagallo excluiu o post do Facebook mais tarde. A Corregedoria do Ministério Público (MP) de São Paulo abriu um processo para investigar a conduta. 

Ele poderá sofrer sanções internas, mas o órgão não divulgou o grau máximo de punição. "A Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou, nesta segunda-feira (10), Reclamação Disciplinar para apuração dos fatos atribuídos ao Promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo, relativos a comentários nas redes sociais", afirmou o MP, em nota. Zagallo usou palavrões para se referir aos manifestantes e defendeu "borrachada nas costas" para resolver o problema.

"Estou há 2 horas tentando voltar para casa, mas tem um bando de bugios revoltados parando a avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros. (...) Que saudades da época em que esse tipo de coisa era resolvida com borrachada nas costas dos medras...", disparou o promotor. "Por favor, alguém poderia a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial", completou.​

Após a polêmica, Zagallo voltou atrás e afirmou em seu perfil no Facebook que o protesto é válido. "Entendo como lícita e válida toda forma de protesto, debate e discussão sobre temas que estão na pauta da administração...o Movimento Passe Livre exercitou seu legítimo direito", disse ele. Zagallo foi o promotor do caso Gil Rugai, condenado neste ano a 33 anos e 9 meses de reclusão por matar seu pai Luiz Rugai e sua madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, em 28 de março de 2004. 

Expansão Comercial

Novo atacarejo tem previsão de ficar pronto em dezembro em Campo Grande

Empreendimento na Avenida Ministro João Arinos terá mais de 10 mil m² de área construída e previsão de gerar 200 empregos diretos e indiretos.

04/11/2026 19h26

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande.

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Atacadão)

Continue Lendo...

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).