O Dia Mundial do Doador de Sangue é nesta sexta-feira (14), mas ainda há pouco o que ser comemorado sobre o assunto. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem apenas 1,9% da população que doa sangue, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 3% a 5%.
Mato Grosso do Sul está acima da média nacional, com 2,5% da população doadora de sangue, mas ainda é preciso conscientizar a população da importância deste ato. Muitos mitos e dúvidas impedem que o número de doadores seja maior.
A quantidade de sangue colhida não afeta a saúde do doador, a recuperação é imediata. Na hora de doar, todos passam por uma entrevista que tem o objetivo de dar mais segurança ao doador e aos pacientes que receberão a doação. O sangue doado é testado para doenças como hepatite B, hepatite C, HIV, HTLV, sífilis e doença de Chagas.
Diferente do que muitos pensam, a principal demanda, segundo o Hemosul, é para pacientes de oncologia, seguidos por cirurgias cardíacas e depois vem o motivo de acidentes de trânsito. Uma bolsa de sangue (450 ml) pode salvar até quatro vidas.
O Hemosul é um dos postos de coleta de sangue em Campo Grande. A coleta é gratuita e leva em média 10 minutos. O procedimento inclui ainda o cadastro do doador, uma pré-triagem e a triagem clínica, feita por um profissional de saúde. O Hemosul fica à Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304. Mesmo com ponto facultativo em repartições estaduais nesta sexta, o centro de hemoterapia abriu pela manhã. Neste sábado a população também poderá fazer doação das 7h às 12h.