O ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) evitou hoje se posicionar sobre a gratuidade do transporte público. Em uma audiência pública da Câmara, Ribeiro defendeu ainda que não "existe formato ideal" para subsidiar a mobilidade urbana.
"Quando fala em gratuidade tem que ter uma definição de quem vai arcar com o custo da manutenção do sistema. Alguns países têm sistemas que atribuíram na gasolina percentual para subsídio, mas essa decisão passa por processo de discussão", afirmou.
Durante o debate, deputados lançaram alternativas para mudanças no financiamento do sistema de transporte. O deputado Edson Santos (PT-RJ) sugeriu a criação de um fundo nacional de transporte público para subsidiar o setor e permitir a redução do valor das tarifas.
Para o ministro, a ideia é boa, mas depende de discussão dos municípios. Ribeiro considera legitimas as manifestações no país que cobram a redução de tarifa. "O fato é que nós temos aí uma necessidade efetiva da melhoria do transporte, a qualidade do transporte. Não é só fazer transporte, mas transporte de qualidade. Qualidade e capilaridade no sistema", disse.
Segundo o ministro, o governo federal já tomou várias medidas de desoneração a fim de abrir espaço para que as prefeituras possam reduzir o preço das tarifas de ônibus. Sobre os investimentos no setor, o governo tem investimentos de R$ 60 bilhões. "Investimentos dessa natureza não se fazem da noite para o dia", disse.