Com capacidade para até 20 acolhimentos, o SOS Abrigo de Campo Grande está superlotado operando com o dobro de sua capacidade. Ontem, 40 crianças e adolescentes estavam no local – esse número já chegou a 50. Com a falta de camas, havia crianças dormindo em colchões espalhados pelo chão.
Segundo a juíza da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Katy Braun, o problema ocorre porque não há vagas suficientes na rede de acolhimento. Essa responsabilidade de executar o serviço de acolhimento é do Município.
Em Campo Grande, todas as crianças acolhidas são encaminhadas para o SOS Abrigo. De lá deveriam ser transferidas num prazo de 72 horas, para as instituições de longa permanência.
“Mas não tem acontecido pela falta de vaga nos outros 12 abrigos e casas lares”, diz a juíza, lembrando que o problema é rotineiro.
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