O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, disse hoje (21) que a inteligência policial não trabalha mais com o conceito de minoria para se referir aos vândalos que depredaram o centro da cidade do Rio. A estimativa é que mais de 3 mil pessoas tenham atacado e saqueado lojas, agências bancárias e uma escola municipal.
Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas e oito foram presas, sendo três adolescentes. Durante a confusão, a imprensa foi atacada. Um carro de reportagem do SBT foi incendiado e populares tentaram invadir a sede do jornal O Globo, na Rua Irineu Marinho, próximo a prefeitura do Rio. Um repórter da GloboNews foi atingido na testa por bala de borracha.
"A expressão minoria tem que ser pensada. Uma minoria, não sei se produziria o Rio de Janeiro que a gente viu", disse Beltrame. "Talvez seja uma minoria frente a 300 mil pessoas, mas uma minoria, minoria mesmo, não produz o que a cidade amanheceu e viu", completou.
A Polícia Militar (PM) informou ter adotado todas as táticas para dispersar aglomerações. As ações envolveram o uso de gás lacrimogênio e de balas de borracha contra grupos de revoltosos e atingiu pessoas que estavam em bares no bairro da Lapa. Também foram relatadas ações em frente ao Hospital Municipal Souza e Aguiar.