O assassinato do casal Murilo Boarin Alcalde e Eliane Ortiz, cujos corpos foram encontrados num quarto de motel, em Campo Grande, completa oito anos nesta sexta-feira e, apesar de tanto tempo, está abandonado na gaveta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, sem que alguém tenha sido efetivamente responsabilizado.
Episódio emblemático da crônica policial de Mato Grosso do Sul, o processo que trata do assunto está há quase dois anos parado no STJ.
De real, o que existe é apenas o duplo homicídio, batizado pela polícia como Caso Motel. Os dois jovens foram achados mortos num quarto do Motel Chega Mais, na Rua Geraldo Agostinho Ramos, região do Bairro Jardim Paulista, no dia 21 de junho de 2005. As suspeitas eram de que Murilo e Eliane foram assassinados em outro local e “desovados” no motel. Os dois foram vistos pela última vez na boate Mariza’s American Bar, onde a jovem trabalhava como “garota de programa”.
Para o episódio foram apresentadas versões oficiais e extraoficiais: assassinato (de Eliane) seguido de suicídio (de Murilo), tortura policial, crime passional e dívida com traficantes. Para o Ministério Público Estadual (MPE), a motivação do duplo assassinato teria sido tráfico de drogas.
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