Por meio de nota oficial, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) esclareceu agora à tarde que Eduardo Miranda Martins foi detido no último dia 20 de junho – primeiro dia de manifestação em Campo Grande - pela Guarda Municipal, por dano qualificado ao patrimônio público e tráfico de entorpecentes, este, considerado crime inafiançável. “No momento da prisão o rapaz carregava consigo 23 papelotes de cocaína e uma porção de maconha”, consta na nota.
Conforme a Sejusp, ele está no Presídio de Trânsito da Capital desde o último dia 24 (segunda-feira). Ele está alojado em cela de inclusão, já tendo passado por atendimento de saúde, sendo constatado apenas resfriado, problema pelo qual ele foi medicado. Não foi constatado nenhum outro problema ou lesão.
“Conforme esclarece a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), nesse período nenhum advogado procurou o presídio para fazer atendimento. Apenas nesta sexta-feira (28), esteve na unidade a advogada Carine Beatriz para falar com o interno, porém fora do horário de atendimento estabelecido na rotina de segurança da unidade prisional”. Neste sábado (29) o interno poderá receber visitação dos familiares já que a unidade terá seu Dia de Visita nesta data.
Já o André Luís Silva Costa está preso no Centro de Triagem desde o dia 25 (terça-feira) por Dano ao Patrimônio. No dia do grande protesto na Capital, data da prisão, até o dia 24 de junho, André Luís permaneceu internado na Santa Casa de Campo Grande devido a ferimentos que sofreu depois de chutar e quebrar a porta de vidro do Banco Bradesco, na Avenida Afonso Pena, e passou por cirurgia.
Como ao crime dele cabe fiança (ainda não paga) o preso está alojado separadamente dos demais detentos, junto com outros presos por crimes afiançáveis. Nesse período, ele não recebeu visita de nenhum advogado. De acordo com o delegado de Polícia titular da 1ª Delegacia de Campo Grande, Wellington de Oliveira a fiança para o preso foi estabelecida pela justiça em R$ 900,00.
O delegado de polícia informou ainda que os dois inquéritos já foram relatados e encaminhados ao poder judiciário. “Toda prisão em flagrante delito deve ser informada, e foi, ao Judiciário para declaração de legalidade da prisão. Mesmo assim os inquéritos preenchem os quesitos legais para que fossem presos”, esclareceu.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública assegura que todos os direitos dos presos estão sendo respeitados, e que qualquer denúncia de procedimentos diferentes desses, serão apurados com rigor.