As denúncias feitas pelo delegado aposentado Paulo Magalhães, executado com seis tiros na noite do dia 25, em Campo Grande, resultaram na abertura de investigação contra dois magistrados no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão máximo de controle do Poder Judiciário confirmou ontem a existência dos dois processos, que estão em tramitação.
Por causa do caráter sigiloso da investigação, a assessoria de imprensa do Conselho Nacional de Justiça não revelou a identidade dos magistrados sob investigação, nem tampouco o tribunal em que estes juízes (ou desembargadores) estão vinculados.
Há pelo menos dois anos, Magalhães usava a organização não governamental que fundou, a Brasil Verdade, para expor sua opinião sobre vários assuntos, além de denunciar supostos casos de corrupção envolvendo integrantes dos três poderes: judiciário, executivo e legislativo.
No caso específico das denúncias que resultaram na abertura de procedimentos contra os magistrados, elas foram encaminhadas em 2010, depois que o advogado e delegado aposentado citou, durante discurso em audiência pública promovida pelo CNJ em Mato Grosso do Sul, diversas supostas irregularidades cometidas por integrantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, e dos poderes Legislativo e Judiciário.
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