Familiares, amigos e alunos do delegado aposentado Paulo Magalhães saíram em carreata na Avenida Afonso Pena ontem, para demonstrar indignação e pedir que os culpados pelo assassinato do advogado sejam identificados e presos. O grupo saiu da frente do Parque da Nações Indígenas e seguiu até a Praça do Radio Clube, onde se juntaram aos organizadores dos protestos de ruas ocorridos nas últimas semanas, em Campo Grande.
O ex-aluno de Paulo Magalhães, Jordão Aguiar de Santana, 26 anos, foi quem convocou os outros acadêmicos de Direito da Unaes/Anhanguera, onde o delegado lecionava.
Também a delegada Regina Márcia Motta, colega de Paulo Magalhães, também participou da manifestação. “O sentimento de indignação é de todos e essa”.
Está sendo organizado para amanhã um outro protesto pedindo punição para os executores de Paulo Magalhães. O encontro vai ser às 16h, na Praça Ary Coelho.
Execução
Paulo Magalhães foi assassinado pouco antes das 18h da última terça-feira, dia 25, no cruzamento das ruas Alagoas e da Paz, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. Ele buscava sua filha no colégio, e estava dentro de seu veículo, um utilitário Land Rover Defender, quando foi surpreendido por uma dupla de pistoleiros, que estava em uma motocicleta vermelha, e que efetuou vários disparos com pistola 9 milímetros, arma de uso restrito das forças de segurança.