Falta de frango, carne, peixe, ovos, achocolatado e fruta para a merenda dos alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme), em Campo Grande. A informação consta do relatório da Comissão Pernamente de Educação e Desporto da Casa entregue hoje (02) à Mesa Diretora.
O documento relata ainda que leite, margarina e legumes são insuficientes para atender o número de alunos. Foi verificado também que o feijão estava com data de vecimento próximo, obrigando a devolução por não ser possível o consumo antes do prazo definitivo.
O documento, aponta que o desabastecimento está prestes a um ‘‘estado de calamidade’’, lembrando que há repasse federal de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento ERscolar (FNDE), pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para aquisição de alimentos.
A comissão fiscalizou estabelecimentos de ensino oara apurar a situação das escolas da Reme, diante das denúncias de pais e alunos sobre a precariedade e más condições dos alimentos fornecidos aos estudantes.
As irregularidades foram constatadas durante visitas realizadas no período de 10 a 12 de junho, nas Escolas Municipais “Frederico Soares” – Vila Popular, “Irmã Irma Zorzi” - Vila Coutinho, “João Cândido de Souza” – Bairro Jardim Anache, “Elpídio Reis” – Mato do Jacinto, “Profª Danda Nunes” – Vivenda do Bosque e “Arlene Marques de Almeida” – Jardim Canguru.
O relatório é assinado pelos vereadores Carla Stephanini (presidente), Eduardo Romero (vice), Coringa e Juliana Zorzo, que compõem a Comissão e que constatou inúmeras irregularidades nas visitas realizadas no período de 10 a 12 de junho, nas Escolas Municipais “Frederico Soares” – Vila Popular, “Irmã Irma Zorzi” - Vila Coutinho, “João Cândido de Souza” – Bairro Jardim Anache, “Elpídio Reis” – Mato do Jacinto, “Profª Danda Nunes” – Vivenda do Bosque e “Arlene Marques de Almeida” – Jardim Canguru.
Criatividade
A presidente da comissão, Carla Sthepanini, disse que diretores, administrativos e outros servidores das escolas foram muito criativos para atender as necessidades das crianças.
Segundo ela, a preocupação foi constatar as necessidades das crianças diante das queixas dos pais. Ela lembrou que, na realidade, o processo licitatorio para aquisição dos alimentos tinha que ser em ato contínuo (início do processo com o término do contrato) para evitar os problemas.
A vereadora disse que no período em que foi feita a fiscalização houve a constatação de desabastecimento em algumas escolas, de precariedade de produtos em outras e da falta de regularidade em outras ainda.
O documento foi entregue à Mesa Diretora para que sejam tomadas as providências cabíveis, assim como seja encaminhada uma cópia ao Ministério Público Estadual e ao Conselho Municipal de Alimentação Escolar para conhecimento e providências.