O dossiê elaborado por Paulo Magalhães com denúncias contra juízes e integrantes do Ministério Público está sob análise da Polícia Civil. O documento foi entregue por Magalhães, assassinado no último dia 25, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pois ele temia sofrer um atentado. Segundo o delegado Edilson de Oliveira, que preside as investigações do homicídio “se as informações prestadas pelo CNJ forem condizentes com o inquérito, iremos anexá-las”, disse.
Magalhães era advogado, delegado aposentado, professor universitário e presidia a Organização Não Governamental (ONG) Brasil Verdade para fazer denúncias de corrupção no alto escalão do poder em Mato Grosso do Sul. Entregou um dossiê ao CNJ contendo informações sobre processos já julgados e arquivados que revelariam atos ilegais conforme seu discurso em audiência pública do órgão em 2010 na Capital, presidida pela então corregedora, ministra Eliana Calmon.
Na sessão, Magalhães citou a prática dos crimes peculato, prevaricação e extorsão por parte de autoridades públicas em processos que corriam no Estado.
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