A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o ex-diretor do Hospital Universitário (HU) e a física médica que cuida do setor de radioterapia da instituição, contaram versões diferentes acerca do funcionamento da ala da oncologia do hospital, ontem à tarde, durante audiência de acareação promovida pelos vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde.
A comissão foi criada para investigar suposto esquema de corrupção envolvendo o HU, o Hospital Regional Rosa Pedrossian e o Hospital do Câncer, todos custeados com dinheiro público.
O ex-diretor do HU, José Carlos Dorsa Vieira Pontes e a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Celia Maria Silva Correa Oliveira, se estranharam logo no início da audiência.
Dorsa disse que a reitora sabia que tinha um projeto do Ministério da Saúde que permitia a doar ao HU um acelerador linear, uma máquina usada para diagnosticar câncer em pacientes.
A reitora garantiu que não sabia. A doação ou não do acelerador ao HU é um dos focos da investigação da Polícia Federal. Há a suspeita indicando que o acelerador não foi para o HU para favorecer um esquema que monopolizava o serviço de quimioterapia e radioterapia na cidade.
Leia mais no jornal Correio do Estado