O procurador-geral de Justiça em exercício, Paulo Alberto Oliveira, disse que o chefe do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE), o procurador-geral, Humberto Brittes, em férias, determinou ontem o cancelamento da licitação que garante o lanche dos promotores e procuradores. A estimativa de gasto anual os alimentos e o café dos cerca de 1,6 mil servidores do MPE é de R$ 260,9 mil.
Oliveira, que assume vaga de desembargador neste mês, informou que a decisão de Brittes deve ser avaliada pelo Colegiado do MPE, daí homologada. “Sensível às movimentações das ruas ele [Brittes] resolver cancelar a licitação. O Ministério Público precisa andar de mãos dadas com a sociedade, é parceiro e se essa [lanches] é a questão, está cancelada”, afirmou o procurador-geral em exercício.
Oliveira disse o lanche servido aos procuradores e procuradores não é “nada nababesco” e que só é oferecido em dias que os órgãos colegiados se reúnem e os trabalhos avançam por horas. Nessas audiência, põem-se à mesa café, leite, sucos e lanches, salgados, tortas, pães e sobremesas. “Agora, as reuniões devem ser interrompidas na hora do almoço ou até quando o procurador aguentar a fome”.