Grupos de rebeldes sírios ameaçaram se enfrentar hoje (12) após a morte de um dos chefes da maior milícia armada da oposição, o Exército Livre Sírio. Kamal Hamami foi morto na noite de ontem em um ataque promovido por um grupo ligado à Al Qaeda.
O assassinato aumenta a preocupação sobre as divisões na oposição ao ditador Bashar al-Assad, que começou a ganhar força após retomar regiões no centro e no leste do país, com a ajuda do libanês Hizbollah, em maio. Enquanto isso, os grupos rebeldes começaram a aumentar as rixas entre si.
A divisão também pode ameaçar o financiamento de países ocidentais aos grupos rebeldes. Estados Unidos e União Europeia deram o sinal verde para fornecer armas aos insurgentes, mas ainda não o fizeram. Um dos principais temores é de que as armas caiam nas mãos de organizações terroristas.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, Hamami foi morto após militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, vinculado à Al Qaeda, tentar desmontar um posto de controle colocado pelo Exército Livre Sírio na montanha de Jabal al-Akrad, na Província de Latakia, no oeste sírio.
Além da morte do chefe, dois de seus soldados também foram mortos. Os islâmicos estão com os corpos das vítimas. O coordenador do Exército Livre Sírio, Louay Mekdad, disse que o intitulado emir do Estado Islâmico do Iraque e do Levante foi quem matou Hamami.
Ele disse que um dos soldados foi liberado pelos islâmicos para enviar a mensagem de que consideram a milícia armada herege e são o novo alvo da Al Qaeda. "Se essas pessoas vêm para defender a revolução síria e não ajudar o regime de Assad, eles devem acabar com os assassinatos", disse.
Hoje integrantes do Exército Livre Sírio disseram que o assassinato foi uma declaração de guerra dos islamitas e que não há lugar para o grupo ligado à Al Qaeda na região de Latakia.