A direção da Santa Casa de Campo Grande vai investigar a participação de médicos e outros funcionários do hospital em esquema para burlar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando o acesso de pacientes a cirurgias, por meio da cobrança de propina. A reportagem está na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado.
Segundo o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Teslenco, além do caso do funcionário demitido por ter “emprestado” o endereço da casa dele para cadastrar um homem, de 41 anos, vindo do Paraguai, situações semelhantes estão sendo apuradas.
Teslenco não deu detalhes sobre a investigação. Disse apenas que João Alberto Soares de Oliveira, 55, o funcionário demitido por falsificar o cadastro do paciente paraguaio, pode ter facilitado o atendimento de outras pessoas por médicos do hospital e que, inclusive, mesmo depois de demitido, ele ainda estaria atuando no esquema.
Oliveira nega ter recebido dinheiro para emprestar o comprovante de residência ao paraguaio, e afirma que o cardiologista que operou o paciente pediu a ele para “resolver” o problema do homem, que era estrangeiro e não tinha documentos para o atendimento.
Wilson Teslenco disse que o cardiologista também será investigado, mas que o profissional não foi afastado das atividades e que sindicância ainda não foi aberta, mas vai ser instaurada.
Há ainda a suspeita da participação de um outro cardiologista. A reportagem é de Anahí Zurutuza.