Ter câncer já é difícil. Em Mato Grosso do Sul, o calvário a ser enfrentado é mais difícil ainda. Esta é, em poucas palavras, a conclusão do relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), mostra matéria na edição desta sábado (20) do jornal Correio do Estado.
Para integrantes da força-tarefa, criada em maio deste ano para analisar o serviço prestado no Estado, a assistência oncológica apresenta deficiências, que vão desde a detecção precoce da doença até o tratamento oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).
A força-tarefa foi criada pelo Ministério da Saúde após denúncias envolvendo hospitais que atendiam pacientes com câncer virem à tona. Desde então, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Vigilância Sanitária Estadual, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Nacional do Câncer (Inca) têm analisado prontuários médicos e visitado os hospitais que oferecem tratamento no Estado.
A conclusão de todos estes órgãos é que, em Mato Grosso do Sul, pacientes com câncer têm dificuldade, inclusive, para ter acesso ao tratamento. A reportagem é de Patrícia Belarmino.