Campo Grande tem 108 hidrantes. O número já é considerado insuficiente pelo próprio Corpo de Bombeiros. Mas a situação é ainda mais preocupante: apenas 45 deles estão em bom estado de conservação e podem ser usados a qualquer momento, se houver necessidade, mostra reportagem na edição deste domingo (21) do jornal Correio do Estado.
Depois do incêndio na loja Planeta Real, no centro de Campo Grande em maio deste ano, o Corpo de Bombeiros fez uma varredura nos hidrantes e pediu à Águas Guariroba que fizesse a manutenção deles. Após esse trabalho, os bombeiros voltaram a vistoriar os hidrantes e chegaram a conclusão de que praticamente a metade deles não funciona.
Antes do mapeamento feito pela Águas Guariroba, os bombeiros tinham conhecimento de 97 hidrantes. A maioria concentrada na região central de Campo Grande. Após o levantamento, técnicos da concessionária de água e esgoto identificaram mais nove hidrantes. Na vistoria mais recente, os bombeiros encontraram mais dois, na região do Indubrasil. Agora, são 108, conforme o comandante metropolitano do Corpo de Bombeiros, coronel Jorge Kamimura.
Conforme a última vistoria dos bombeiros, 35 hidrantes estão com problemas no registro ou com areia. Também há registro de hidrantes que estão muito próximos a árvores, o que dificulta a ação dos bombeiros. Outros 24 hidrantes estão com problema de pressão, não têm vazão e deles não sai água.
Para tentar resolver o problema de uma vez por todas, o comandante metropolitano se reúne, no início do mês que vem, com representantes da prefeitura. A reportagem é de Patrícia Belarmino.