Depois de terem conquistado o sonho da casa própria há sete anos, dezesseis famílias do Jardim das Nações, na região do Bairro Parati, correm o risco de serem removidos de suas casas. A reportagem está na edição de hoje (01 de agosto) do jornal Correio do Estado.
O loteamento é da Agência Municipal de Habitação (Emha) e foi entregue em 2006. No entanto, ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) aponta que o local é impróprio para moradias, uma vez que foi erguido sobre uma área de preservação ambiental, conforme a reportagem de Lúcia Morel.
A ação está sendo analisada pela II Vara de Direitos Difusos e está em fase de sentença. No ano passado, foi emitida decisão liminar que impede a administração municipal de desafetar outras áreas na mesma região, a não ser que a intervenção a ser feita “corresponda à natureza jurídica da área (praça, área verde, parque etc.)”.
A dona de casa Margareth Aureliano da Silva, 51 anos, está no bairro há sete anos e é uma das que pode ter que ser removida. Ela afirma que não sabia da ação e que até agora não foi informada pela prefeitura que há possibilidade de, mais uma vez, ser retirada de sua moradia. “A prefeitura tirou a gente dali do Bairro Piratininga, onde abriram uma avenida nova e daí trouxeram a gente pra cá. Nunca falaram que não podia morar aqui”, disse.