Reportagem na edição de hoje do jornal Correio do Estado mostra que pesquisa feita pela Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta que 75% da população em situação de rua em Campo Grande foi levada para essa situação por causa da dependência química de álcool e drogas, enquanto para 13% o motivo foi a falta de serviço e 12% brigas familiares. Noventa por cento das pessoas ouvidas pedem oportunidade de trabalho e a esmagadora maioria, 98%, aceitaria internação em clínica terapêutica, se lhe fosse oferecida essa alternativa.
Esses e outros resultados do levantamento, feito com um universo de 52 pessoas em situação de rua na Capital sul-mato-grossense entre os meses de março e abril deste ano, serão debatidos em audiência pública agendada para o dia 15 deste mês na Procuradoria-Geral de Justiça. O evento, promovido pela Ouvidoria do MP, tem como finalidade obter dados, subsídios, informações, sugestões, críticas ou propostas, de forma a ajudar o gestor público na formulação de políticas públicas e projetos de inclusão produtiva dessa população na Capital.
Segundo o ouvidor do Ministério Público Estadual e promotor de Justiça Celso Antônio Botelho de Carvalho, a ideia da pesquisa surgiu após uma reunião do Conselho Comunitário do Centro, onde foi levantado um problema social, o que fazer com alguns moradores de rua que estavam na região da Santa Casa. A reportagem é de Daniella Arruda.