A fusão de ritmos brasileiros do grupo sul-mato-grossense Sarravulho e vibração do carnaval e do axé da baiana Daniela Mercury agitam o palco do Parque das Nações Indígenas no MS Canta Brasil deste domingo (04). Organizado pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através de sua Fundação de Cultura, o projeto começa a partir das 17h30min e a entrada, como sempre, é franca.
O Sarravulho se apresenta com a proposta de modernizar o passado respeitando tudo o que foi construído de bom na música brasileira, buscando sempre por novas influências. Foi fundado pelo músico campo-grandense Erick Barem (violão, voz e composições) e pelo músico e ator corumbaense Bruno Moser (baixo, arranjos e composições). Esse trabalho nasceu em 2007, parte em Corumbá e parte em Campo Grande.
A aposta é na fusão de ritmos brasileiros, sul-americanos e composições que possam remeter um pouco da complexidade cultural das misturas que se desenrolaram no Brasil e América do Sul. Nada mais simbólico que o encorpado prato à base de miúdos - “Sarravulho” – para justificar o nome da banda.
Utilizando-se de influências dos grandes movimentos musicais do Brasil - Tropicália, Manguebeat, Bossa-Nova e Samba - o compositor Erick Barem começou a traçar as notas desse conceito musical agregador. Um trabalho que hoje conta com a participação do baterista Chico Simão e dos guitarristas Leandro Perez e Anderson Rocha, músicos de forte calibre, reconhecidos por seus trabalhos na Capital e também em outras cidades do Brasil.
Daniela Mercury tem a revolução e a reinvenção no sangue. Descobriu que seu caminho era a música se apresentando, desde os quinze anos, em bares de Salvador. Apaixonada pelo Carnaval da Bahia, enfrentou aos 16 anos a prova de fogo de cantar no trio elétrico numa época em que somente homens puxavam bloco. Desde então, faz da festa barroca das multidões a oportunidade de renovar sua expressão artística.
Em suas turnês e apresentações internacionais tornou-se uma espécie de embaixadora da música e da cultura brasileira. Artista de personalidade magnética, que prima pela criatividade, responsabilidade e engajamento social, excelência e inovação em seus trabalhos, Daniela Mercury passeia confortável pela diversidade musical e ainda tem a seu favor a alegria e energia contagiantes.
No espetáculo “Canibália”, Daniela Mercury irmana e integra os ritmos do Brasil sob a ótica carnavalizante do afeto e da miscigenação antropofágica. Em vez de delimitar fronteiras, o show, urdido com suingue tropical, é arte que extrapola a função de entretenimento ao irmanar ritmos e afetos. Daniela se consagra como uma voz da integração rítmica nacional com a liberdade antropofágica já permitida pelo título do show nascido no berço do Carnaval.